Terça-feira, Dezembro 20, 2011

De malas feitas...

Gosto de viajar, mas também gosto de voltar. Gosto de conhecer lugares novos ou velhos, diferentes com certeza.
A verdade é que não gosto de lá ficar. É bom conhecer, é bom conviver, mas é ótimo poder voltar à terra que temos como nossa.
Infelizmente, neste país onde tive a sorte de nascer, não tenho a sorte de ter governantes que compreendam o que significa amor à terra, amor à pátria.
Hoje, temos governantes que olham para nós e nos consideram fardos para o país. O senhor primeiro ministro é um homem verdadeiro, diz o que pensa e faz o impensável: manda-nos emigrar, e o alvo principal são, pasme-se, os professores.
O senhor primeiro ministro não disse nada de mal, no seu entender, no entender dos seus rafeiros, no entender de doutos comentadores, que é mui nobre profissão nos dias que correm.
No meu entender, o senhor primeiro ministro até terá razão, pois não se admite que professores formem políticos como aqueles que hoje nos governam. Já não falo do diploma do Engenheiro, mas falo de todos os diplomas e acessórios nas mãos de tão mal-formada gente que decidiu-se achar ter competência para nos comandar, nesta nau que nem catrineta já é, que nem consegue zarpar, quanto mais encontrar o rumo para chegar a porto seguro.
Os políticos são a grande fraude do país, pois enquanto para uns tudo vale para pagar a dívida, mesmo esvaziar o país de quadros competentes, para outros, mais vale marimbarmo-nos para a dívida, dizer que não pagamos, fazer chantagem, para ver se os banqueiros da Alemanha ficam com a passarinha a tremer com medo que nós não paguemos a dívida.

Com  políticos destes, que se replicam em termos qualitativos por toda a europa e que se propagam como cogumelos, não teremos futuro, nem agora, nem daqui a dez anos. Daí que pergunte: Sr. Primeiro Ministro, emigrar para onde?

Vá pr'a puta que o pariu!

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

Crise!

Sem subsídio de Férias ede Natal até 2013! Os funcionários públicos, tantas vezes mal vistos, são quem mais vai sofrer.
Está na altura do país se render às evidências: somos pobres, pedintes e maus pagadores e ainda temos o desplante de não produzir quase nada do que consumimos.

Sábado, Setembro 24, 2011

Sortudo! Lucky!

É assim que me sinto.
Ao longo dos últimos anos, tive a oportunidade de conhecer pessoas, lugares, ideologias, pensamentos que me transformaram. Tive também a sorte de conhecer aqueles com quem não me assemelho, com quem não partilho nada do que afirmei anteriormente. Conheço os dois lados: o positivo e o negativo e posso afirmar que sei escolher. Não me arrependo, pelo contrário, interpreto os últimos 6 anos como excelentes anos de crescimento interior e de dedicação a uma causa, tantas vezes incompreendida.

Thats's exactly how I feel. During the last few years of my life, I had the chance to meet people, places, ideologies, ways of thinking. These experiences really changed me. I was so lucky that I even met those I do not identify myself with, with whom I don't share anything at all. I know both sides: the positive side and the negative one. Now I can say that I know what and how to choose.
There is nothing to regret, on the contrary, I look back to the last 6 years and I define that period of time as an excellent time of inner growth and dedication to a cause, despite the constant misunderstandings.

Sexta-feira, Setembro 23, 2011

De volta!

É assim, há sempre um dia em que voltamos, seja aos blogues, seja à vocação.
Este é mais um momento dos meus constantes regressos, frutos das inconstâncias e das irrequietudes a que a mãe criadora sempre me habituou.
Estou de volta e estarei sempre de volta.
 

Segunda-feira, Abril 19, 2010

Politicamente incorrecto? Talvez!

"Am I Crazy, or am I so sane that I just blew your mind?"

Ser verdadeiro e honesto é poucas vezes um sinal de correcção política. Felizmemte, não sou político!

Sexta-feira, Março 12, 2010

Cantinho do Céu no/on Trip Advisor

No mês de Fevereiro recebemos no Cantinho do Céu um casal dos EUA. Gostaram e decidiram publicar a sua impressão no Trip Advisor.

In February we welcame at Cantinho do Ceu a couple from the USA, John and Jean Frazier. Here are their impressions published on Trip Advisor.
To John and Jean, thank you very much for your positive appreciations about our house and about us. That's the way we like to welcome our guests. If you had stayed longer we would surely have invited you for a traditional dinner on Pico Island.

Sábado, Fevereiro 27, 2010

Dia Branco / A White Day

Hoje, o dia no Pico amanheceu branco. Acontece poucas vezes no ano, termos tanta neve, tanta que até o Faial manteve a caldeira branca todo o dia. Fomos para a neve brincar e apanhar muito, muito frio.
Today, Pico Island woke up dressed in white. It rarely happens, and even more rare is to see Caldeira in Faial Island also with snow.
Of course we went there with the kids to play in the snow.





Domingo, Fevereiro 21, 2010

Natureza é turismo







Um região pode viver do turismo sem ter monumentos. É o caso de Cinque Terre, Itália, onde a natureza se impõe, num lugar onde Miguel Ângelo não terá pintado ou esculpido. Ali, as esculturas e as pinturas são feitas pela própria natureza, que, de tão agreste, é uma tela viva, na qual o homem tabém interveio, no grande trabalho de construção das vinhas.

Sábado, Fevereiro 20, 2010

Via dell' Amore





























Em Riomaggiore

Na nossa viagem a Itália, em área património mundial, inserida num Parque Nacional, este é o selo de qualidade para estruturas turísticas. Uma ideia que, parece, replica-se em várias áreas património mundial.

In our trip to Italy, in a world heritage area, which is part of a National Park, this is the quality label created for tourist structures. It is an idea that seems to be copied in several UNESCO areas.

Quinta-feira, Fevereiro 11, 2010

11 de Fevereiro de 2010 - 7 anos depois

O Bolo..., fruto de mais uma formação com a Teresa Henriques




A aniversariante e as padeirinhas,

A festa

Quinta-feira, Fevereiro 04, 2010

Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010

Riomaggiore

Estamos de abalada, para Riomaggiore, Itália, mais uma área de vinhas Património Mundial.

Mais pormenores, na próxima semana.

Até lá.

Sábado, Janeiro 30, 2010


Na minha actividade profissional seja como professor seja como director do Gabinete Técnico da Paisagem da Cultura da Vinha, tenho tido a oportunidade de contactar com pessoas e lugares que, na sua essência, são bastante diferentes da nossa realidade.


A visita a Koblenz, na Alemanha, foi uma dessas ocasiões. Numa área também classificada pela UNESCO como Património Mundial, uma paisagem vinhateira, contactámos com formas de dinamização de uma paisagem cultural, em benefício das populações locais.


Daí surgiram-nos algumas ideias que, no presente ano, queremos pôr em prática, ao nível da qualidade dos serviços prestados. Nada se consegue sem esforço, mas se esse esforço puder ser compensado, então poderemos garantir um maior sucesso para os nossos negócios. Ter um restaurante nomeado como respondendo aos padrões de qualidade da UNESCO, vindo a beneficiar dos seus símbolos internacionais, não será uma ideia de desprezar.

Sexta-feira, Dezembro 25, 2009

Domingo, Dezembro 06, 2009

Doce tentação /Sweet temptation

Preparada para oferecer doces tentações para o Natal, após a formação feita em Caldas da Rainha, com a Teresa Henriques.








Ready to offer sweet temptations for Christmas, after the formation in Caldas da Rainha, with Teresa Henriques.



Terça-feira, Novembro 10, 2009

Aqui, pelo menos, ninguém me silencia! At least here, I'm not silenced

A paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico está de parabéns. O projecto Interreg IV-C, VITOUR foi aprovado pela União Europeia e, juntamente com outras 9 vinhas património mundial da UNESCO, vamos trabalhar em conjunto pela promoção destes bens culturais e pelo seu desenvolvimento sustentável.

The Landscape of the Pico Island Vineyard Culture can be congratulated. The Interreg IV-C VITOUR Project was approved by the EU and together with other 9 World Heritage Vineyard sites we will start working on our promotion as well as towards sustainable development.

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Reflexões PPCVIP - Conclusão

Como parceiros do poder regional, deverão estar presentes a Direcção Regional do Ambiente, a Direcção Regional da Cultura a Direcção Regional do Desenvolvimento Agrário e a Direcção Regional do Turismo.
A nível de ilha, e ainda com ligação a estruturas do Governo Regional, não podemos abdicar da presença da Comissão Vitivinícola Regional.
Como parceiros do poder local, deverão estar representadas a Câmara Municipal da Madalena e a Câmara Municipal de São Roque. Eventualmente, pela sua preponderância, deverá estar representada a Junta de Freguesia da Criação Velha, como forma de se evidenciar, merecidamente, o valor imprescindível que as vinhas da Criação Velha têm na classificação internacional do bem.
Não nos ficamos por aqui, em termos de representatividade; temos que chegar às pessoas e aqui deverão sentir-se representados os comerciantes, por intermédio da ACIP, os produtores de vinho quer da Cooperativa Vitivinícola da Ilha do Pico, como maior produtor e com cariz associativo, quer todos os outros, pequenos e médios produtores. Deverão ainda sentir-se respeitados e representados, todos os proprietários dos terrenos que não produzem vinhos, mas que têm o mesmo direito de opinar sobre aquilo que é seu, porque é deles e do seu trabalho que se está a falar.
Só assim, com a representação de todos os sectores e interessados, poderemos almejar a deixar de viver e conviver com uma paisagem que tem constantemente a cabeça a prémio, fruto da forma penosa como o território está estruturado.
Mais uma vez, reforçamos a ideia de que não é nossa intenção hostilizar ninguém com esta longa reflexão, mas sim, chamar à razão todos aqueles que têm nas suas mãos a capacidade de inverter um rumo que todos sabermos não ser o correcto. Está na hora de o assumir e encará-lo frontalmente e sem rodeios. A Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico encontra-se numa encruzilhada perigosa e arrisca-se inclusivamente a perder o seu estatuto caso a UNESCO decida vir ao terreno verificar a forma como estamos a tratar o bem. Há mais investimento a ser feito, há património em estado de ruína e outro que, ainda não sendo considerado ruína, para lá caminha a passos largos. E todas as vontades são poucas para inverter este ciclo pernicioso que se está a criar.
Passadas as euforias, exageros e maledicências, infelizmente próprias do período eleitoral, é hora de unirmos esforços em torno daquilo que é nosso, daquilo que pode, de uma forma sustentada, ser o garante de um futuro de qualidade, porque, atrás da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, poderá vir a riqueza da nossa ilha e a sua requalificação.
O segredo de uma Paisagem viva e dinâmica passa pela sua gestão, que não pode ser feita de costas voltadas para as pessoas, mas com as pessoas.
Pretendemos continuar a analisar a Paisagem da Cultura da Vinha, mas sobre outras perspectivas. Neste momento, decidimos fazê-lo apenas sob o ponto de vista da sua gestão. Mas há muitos mais aspectos que devem merecer a nossa atenção.
O desejo é que esta nossa reflexão possa servir de alerta e de ponto de partida para a reflexão mais abrangente que todos precisamos de fazer, face a esta realidade que é a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico.

Segunda-feira, Novembro 02, 2009

Reflexões PPCVIP - Parte V

Do nosso ponto de vista, o Gabinete Técnico da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico deve, ao mesmo tempo, ser uma estrutura suficientemente comprometida com os diversos níveis e estruturas de poder público e, embora pareça contraditório, também autónoma em relação a esses mesmos poderes.
Com isto, pretendemos dizer que, em nenhuma circunstância se pretende estabelecer um corte com aqueles poderes, mas que há necessidade de ser estabelecido algum distanciamento, propício à aproximação estratégica com a população e com a ilha. Desta forma, estaremos a caminhar para uma reconciliação que nunca houve entre a Paisagem da Cultura da Vinha e os seus obreiros, pois todo o processo conducente à sua classificação e inscrição foi feito, senão de costas voltadas, pelo menos sem serem feitas as devidas explicações, adaptações e concessões naturais num processo desta natureza.
O afastamento propositado em relação às estruturas de poder público permitiria, ainda outros benefícios: o Gabinete da Vinha, como é vulgarmente conhecido, passaria a ter uma acção muito mais condizente com aquela que é a sua vocação, libertando-se da imagem de instituição punitiva e castradora das vontades e anseios da população e trataria daquilo que realmente interessa ser tratado por um gabinete com esta natureza, ou seja, trataria do relacionamento do bem com as pessoas, com as instituições locais e regionais e com as instituições internacionais, na busca da sua promoção e divulgação, da sua aceitação local, e da melhor aceitação do produto que emerge desse bem, que é, nem mais nem menos do que o vinho.
Temos que admitir, de uma vez por todas que a Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico não é uma espécie de reserva, seja ela de que espécie for, mas sim um lugar vivo, onde se pode tocar, onde se deve permitir a evolução e onde se pode viver.
Uma vez libertado o Gabinete da Vinha dessa imagem redutora e castradora, existirão condições para um melhor relacionamento com os diferentes parceiros, porque esses parceiros também farão parte da sua gestão, como principais interessados.
Assim sendo, a gestão da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico passa pela criação e uma estrutura exclusivamente dedicada para esse fim, sob a forma de uma associação, cooperativa ou outra qualquer forma que se ache mais conveniente e que englobe, como seus associados, os diferentes departamentos governamentais, as autarquias locais, as forças vivas da ilha do Pico e os verdadeiros obreiros daquele bem. Estes deverão ser, inclusivamente os garantes do financiamento de uma estrutura como esta que propomos.
É inconcebível que os diferentes produtores de vinhos não estejam representados na real gestão do seu território, que os viticultores não possam ter uma palavra a dizer e que, ainda hoje, embora sedeada no Pico, a gestão da PCVIP, continue a depender fortemente de valores exógenos.
Quais os parceiros fundamentais dessa proposta?