quinta-feira, fevereiro 22, 2007

A Educação e o Futuro

A vida académica nem sempre é fácil, nem no passado o era. São vários os reveses por que se passa para se conseguir tirar uma licenciatura.
No meu tempo de aluno universitário, deparei-me com algumas dificuldades próprias de quem vem de um ensino com poucos recursos, pouco habituado à pesquisa e investigação para desenvolver trabalhos de índole científica.
Actualmente os recursos que estão à disosição dos nossos filhos são imensos, desde as bibliotecas à internet. A informação cai-lhes a rodos à frente dos olhos, ao alcance de um teclado.
Mas será que os nossos alunos se encontram bem preparados para enfrentar um ensino universitário? Pelo que posso ver, em casa, não me parece, pois está a faltar algo de fundamental no ensino: exigência em vez de facilitismo.
De quem é a culpa? Dos professores? Do sistema educativo? De quem faz e interpreta a legislação? Dos pais?
O caminho mais fácil sempre foi, e ainda é, o de apontar as culpas aos intérpretes fundamentais, ou seja, aos rofessores.
No entanto, devemos atender à desresponsabilização dos encarregados de educação, que despejam os seus educandos na escola e responsabilizam-na por tudo e mais alguma coisa.
Devemos atender aos programas e ao manuais que não os interpretam convenientemente e, por fim àqueles que querem figurar entre os melhores nos rácios do aproveitamento internacional, nem que para isso a factura seja paga pelas gerações vindouras, que enfermarão de uma impreparação louca, que nos manterá no abismo, no qual nos estamos a despenhar.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Madalena e o Progresso

A Madalena agita-se em torno da nova empresa municipal e daqueles que foram os escolhidos para a liderarem. No blog da maledicência os comentários insurgem-se contra aqueles que foram eleitos para dirigirem a empresa. Não sei porquê!
Chego facilmente à conclusão de que há muita dor de cotovelo em todo este processo. Havia até quem dizia que o seu filho não podia voltar ao Pico porque tudo era conseguido por cunha. Estará ele a tentar meter uma cunha com este comentário? Estará a tentar cobrir-se com a mesma manta protectora usada por muitos na Madalena?
A verdade é que muitos dos nossos jovens estão a ser usados para garantir o futuros dos agentes promotores de tal política.
O desejo de pertencer à tão criticada função pública é por demais evidente, e garante um futurosinho pacífico, sem grandes balanços.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

terça-feira, janeiro 23, 2007

Chuva de Inverno

Hoje é um daqueles dias em que, se não fosse pelo trabalho, não apetecia mesmo a sair de casa. Passar o dia de pijama e roupão, cinhelos nos pés e um bom livro na mão, teria sido o programa ideal, tal a imensidão de chuva que se está a desprender das nuvens. Chove literalmente a cântaros.
Fico a pensar na escassez de água que, por vezes, sentimos no período estival e na qualidade de água que poderíamos ter a jorrar das nossas torneiras, caso fosse feito um investimento correcto em reservatórios para o abastecimento da rede pública de abastecimento de água.
Seria, sem dúvida, um investimento avultado, mas grandioso, pois todos sabemos a qualidade da água de consumo público que temos.
Os níveis de sal, os coliformes fecais (cócós), os produtos químicos que queimam as ervas, os fertilizantes químicos, etc, tudo isso é consumido quando as pessoas não têm outra alternativa que não seja o consumo da água que nos levam porta dentro. Felizmente tenho hipóteses de utilizar outras águas. Infelizmente, muita gente não o consegue fazer!

terça-feira, janeiro 09, 2007

O Pico da Polémica

Como sempre, em época de regresso de estudantes ao Continente ou a São Miguel e Terceira, há geralmente o seu quê de insatisfação quanto ao serviço que é assegurado pelas duas transportadoras que prestam o serviço público acordado pelos governos da nação e regional.
Então quando o mau tempo faz das suas, o drama adensa-se e a contestação soa mais alto. Se a tudo isto juntarmos a coincidência da SATA ter desviado um dos seu aviões para a Madeira, temos o cenário de revolta quase completo, faltando, apenas e só, que um dos aviões tenha uma avaria.
Cenários improváveis? Não. Foi realmente o que aconteceu no início de Janeiro. Todos os factores se conjugaram. Não sei o que se passou noutras ilhas, mas no Pico a polémica estalou, mas a verdade é que o verniz lá continua, pois só os blogs é que tiveram o condão de levantar o problema.
A sério, mais uma vez, nada foi feito.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Blog Rosa Chá

Rosa Chá é um blog interessante que acba de nascer e que promete dar cartas no mundo da criatividade.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Nova Versão

Estou a experimentar a nova versão do blogger

quinta-feira, julho 13, 2006

Madalena vai à Festa

A Madalena está envolvida num mar de luzes. Todos esperam que o resultado final seja positivo. Dentro de dias chegam as festas com toda a azáfama própria daqueles que têm por responsabilidade contribuir para este evento.
Os contributos são a vários níveis e vão desde as cúpulas na Câmara Municipal, até aos que têm a seu cargo a limpeza dos espaços festivos.
As ruas ficarão descaracterizadas pelas tasca e barraquinhas que sofrerão os comentários do costume, pelo seu mau aspecto. Há anos que se fala na construção de estruturas próprias, que obedeçam a um padrão, para que não mais se use o plástico preto ou a policromia de várias lonas com vários motivos. As tascas acatarão os comentários, reconhecendo a sua legitimidade, a Câmara Municipal concordará prometendo, pelo quinto ano consecutivo que criará as estruturas. Tinha que se começar por alguma ponta. Começou-se pela electrificação, poupando-se, inegavelmente, as somas astronómicas que anualmente eram pagas à empresa responsável. Finalmente alguém deu crédito a reivindicações já antigas. Finalmente perdeu-se o medo de não investir na iluminação, porque as freguesias poderiam pedir estes materiais para as suas festas e, assim, estragá-los, o que, a acontecer, será sempre mais barato.
Para o próximo ano, a começar já após as festas proponho que se comece a pensar nas tascas, pois seria uma melhoria significativa a implementar e de certeza que Madalena sofreria, pelo menos temporariamente, uma operação de cosmética que a tornaria menos feia.

sexta-feira, junho 02, 2006

Chuva

É um dia daqueles que lava a alma das gentes; a natureza rejubila, a poeira assenta e os turistas desesperam pois esqueceram-se das cartas para jogar uma sueca no hotel.
O que pode um turista fazer no Pico em dia de chuva? Nada, dirão os responsáveis turísticos da ilha. Nada, dirão os taxistas.

Faz-me pena ouvir os comentários dos turistas, perdidos nas ruas da Madalena, sem qualquer rumo que os leve a ver aquilo que temos de bom, seja com sol, seja com chuva.

Ainda assim, aqueles que vêem alguma coisa são os que vêm com tudo organizado pelos operadores turísticos. Mas mesmo estes prestam um mau serviço ao Pico, pois muitas vezes não permitem que haja uma margem de manobra que os faça divergir do rumo traçado no Continente português, tão douto é o seu conhecimento da nossa realidade.

Por cá também pouco se ajuda. Há dias delirei com o artigo do Ilha Maior sobre os novos pontos de atracção turística do Pico. Se calhar não são tão novos como isso, daí que tenham o estatuto que têm.

Infelizmente o nosso turismo é muitas vezes condicionado pelos interesses pessoais de quem tem a responsabilidade de mostrar a quem nos visita o verdadeiro Pico.

O Pico não pode ser visto da janela do autocarro com paragens obrigatória nos postos de artesanato que agraciam os guias. O Pico não será apenas o queijo as rendas e os licores; o Pico é toda uma vivência que leva à criação desse artesanato.

O verdadeiro Pico está fora do roteiro turístico do Pico.

segunda-feira, maio 29, 2006

O Bolo de Milho

Quando era miúdo, embora lá em casa não se passassem as faltas que noutras se podiam observar, nem sempre a mesa era posta com pão de trigo. Ainda não se tinha adoptado a moda dos papos secos e era o pão com as extremidades mais altas que o centro que fazia as delícias de toda a gente.

Cansado de uma vida a pão de milho e bolo de milho, o meu avô não dispensava o seu quinhão de pão feito da fina farinha do trigo proveniente da padaria da Madalena.

Quanto àquilo que me diz respeito, não recusava comer o bolo de milho, embora achasse que se deveria comprar mais um pouco de pão de trigo para que ele não me faltasse.

Quando chegava da escola, agarrava-me por regra a metado de um pão de trigo, rachava-o pelo meio e recheava-o com coisas muito boas: queijo de São Jorge, manteiga que se vendia na altura embrulhada numa espécie de papel vegetal reforçado, bananas e, com um pouco de sorte, ainda se arranjava lugar para esmagar um chocolate. Grande boca para tanta altura! E que belo estômago que nunca se queixava de tamanhos atentados!

Mas falemos do bolo de milho.

Ninguém dava um escudo por um bolo de milho há alguns anos atrás, pois ele era o pão dos pobres, sinal de que não havia dinheiro suficiente para se comprar o tão apetecido pão de trigo.
Actualmente, contudo, assistimos ao inverso. Raro é o dia que não compramos bolo de milho ou pão de duas farinhas (pão de milho), numa ânsia incontida de matar saudades de tempos idos, recordando, afinal, coisas boas e saudáveis que o passado nos dava.

Depressa, também, a tradição tornou-se negócio e eis-nos na época do "ready-made" e a procura do bolo de milho dá-se nos modernos centros de culto dos nossos tempos que são os hipers. Aí não faltam bolos de milho tradicionais para todos os gostos, sempre com o mesmo feitio e com alguma variação de preços que, no entanto, não invalida aquilo que passo a referir:

O último bolo de milho que comprei ficou-me um pouco atravessado no "portal dos côcos", não pelo mau sabor, não pelo facto de estar mal cozido, mas porque vistas bem as coisas, por um punhado de farinha escaldado com água e sal à mistura tive que pagar qualquer coisa como € 1,49! Na moeda antiga 150$. O aumento foi grande no último ano, se calhar a madeira usada na cozedura acompanhou os preços do barril de petróleo! Poderá ser uma explicação! Há um ano, compraria o mesmo bolo por € 1,00 ou € 0,95!

Compreende-se que o preço do bolo de milho não pode ser correspondente à matéria prima utilizada na sua confecção, mas também acho que se está a exagerar no preço que se está a praticar actualmente.

No entanto, trata-se da lei da oferta e da procura e a verdade é que todo o bolo de milho que chega às prateleiras dos hípers e supermercados continua a ser vendido. Outra razão não poderá existir para que se continuem a praticar tais preços.

PS. Daqui a pouco vou ao híper comprar pão e acho que mesmo assim vou comprar um bolinho. Mas pra que raio é que eu fui escrever este artigo!? Se calhar deveria propor o boicote à compra de bolo de milho, mas não me apetece!